April 30, 2021

Presos na Sobrecarga de Energia

By YvY

Quando seu corpo acumula muita carga de energia, ele tentará descarregar a energia extra. Entrará espontaneamente num processo de cura para tentar retornar a seu estado natural. Mas é necessário um senso de segurança para fazer isso, uma situação calmante de entrega em vez de assustadora. Quando uma criança machucada corre para o colo da mãe, ela está correndo para um lugar seguro. Enquanto ela chora ou se enfurece ela libera a tensão de seu sistema nervoso. Ela precisa ser abraçada, acalmada e confortada. Para descarregar seu medo, precisa estar segura. Se ela fica tempo suficiente em um lugar seguro, o processo de cura será concluído e seu sistema relaxará voltando ao estado natural. A dor será completamente resolvida e ela mais uma vez sente-se feliz e segura, confiante e aberta ao mundo. Mas e se ela não for afortunada? E se ficar presa na sobrecarga de energia? Isso acontece de várias maneiras. Uma delas é o choque traumático, um único evento que faz com que o corpo congele ou paralise e entre em estado de choque. Algo ruim acontece e uma descarga muito alta de energia fica congelada no corpo, mantida lá como uma tensão crônica. Uma pessoa também pode ficar paralisada devido a um trauma de desenvolvimento. Isso é diferente do choque traumático, pois não é causado por um choque no sistema, mas por uma falha repetida em obter o que precisa. Em vez de algo ruim acontecer com você, algo bom deixa de acontecer com você. Porque você não consegue o que precisa, não pode completar aquele estágio de desenvolvimento específico, e fica preso lá. Novamente, seu corpo usa a tensão crônica para controlar sua angústia.

Uma pessoa pode ficar paralisada se seu processo natural de cura for interrompido repetidamente. Se o processo de cura não puder ser finalizado, o sistema nervoso da pessoa nunca é capaz de relaxar e fazer o caminho de volta para seu estado natural, o corpo logo manifesta alguma tensão crônica. Até pior, se as tentativas de cura da pessoa não forem apenas interrompidas, mas punidas, uma camada adicional de tensão é adicionada. Isso acontece quando uma criança é ridicularizada ou humilhada por buscar segurança e conforto. Também acontece se ela é ameaçada ao tentar se curar, ‘Você para de chorar ou eu vou te dar um motivo para chorar.’ Agora ela tem dois problemas: a cura da primeira ferida foi interrompida, e se ela demostrar que está sofrendo, irá será machucar de novo. Então ela está presa. Ela não pode curar e não pode pedir ajuda. Está oprimida, mas se pedir consolo recebe mais opressão. O único jeito de impedir seu corpo de descarregar a energia extra da raiva com choro, espasmos, etc., é tensionar o corpo. Em todas essas situações, a criança fica paralisada. Em todas as três situações, ela vai adaptar-se ao sofrimento crônico usando a tensão muscular para gerenciar seu estado interno. Seu corpo aprenderá a manter essa tensão, tanto para suprimir as emoções não expressas ou para anular sua consciência delas. Essa tensão crônica em seus músculos torna-se uma armadura corporal. Essa armadura molda como a energia vital move-se através de seu corpo, ela molda para onde esta energia vai e não vai, quanto mais energia flui para uma parte específica do corpo mais esta parte tende a torna-se maior e até influenciar a estrutura física do corpo.