April 30, 2021

Padrão de Fuga em Plena Floração

By YvY

Uma vez que o fluxo de energia no corpo ajuda a moldá-lo à medida que cresce, esta falha da pessoa em habitar completamente o corpo, na verdade priva o mesmo da energia que precisa para tornar-se robusto, deixando-o mais fraco. Pessoas deste padrão tendem a ser magras, raramente musculosas. Os pulsos e tornozelos são frequentemente fracos e magros. O corpo de alguém com esta estrutura tende a ser esguio. Na medida em que a energia vital foi bloqueada ou retirada de certas partes do corpo, a pessoa terá menos sensação física ali. A ação defensiva deste padrão é mover-se para a cabeça e sair do corpo a partir daí, sua energia vital é mais forte na cabeça e mais fraca no corpo, tornando-se mais fraca nos pés. A energia extra acumulada na cabeça pode criar dores de cabeça, enquanto as mãos e os pés costumam ser frios, refletindo o redução do fluxo sanguíneo e da energia vital disponível nas extremidades.

O corpo é mais como uma coleção de partes do que um todo integrado. Parecendo estar tenso e saltitante, há tensão nas articulações porque a energia se acumula nessas áreas de transição, em vez de fluir livremente por elas. O padrão de retenção no corpo é o de manter tudo junto, uma manifestação do esforço energético necessário para manter o eu desintegrado juntos.

Essa falta de integração do eu também se reflete na forma como o corpo se movimenta. Em vez da graça exibida por um corpo movendo-se a partir do centro, como um todo unificado, os movimentos deste padrão tem uma qualidade descoordenada e irregular, como se as várias partes do corpo não estivessem totalmente conectadas uma com a outra. Às vezes, a pessoa chama a si mesma desajeitada. Os movimentos e a fala costumam ser rápidos. No geral, a pessoa tende a ser hiperativa e não aterrada.

Frequentemente, há uma torção na coluna, como se a pessoa estivesse afastando-se para longe da vida, não querendo enfrentá-la diretamente. A cabeça é frequentemente inclinada para um lado, esta é uma manifestação fisiológica da desconexão entre a cabeça e o corpo, como se a cabeça não reconhecesse o corpo como parte de si mesma. Os olhos podem parecer assustados, mesmo em repouso, e podem estar bem abertos, como se assustada. Quando um choque fez com que a pessoa se fragmentasse, os olhos ficaram fixos e vagos, traindo o fato de que ninguém está em casa no momento. A voz pode ser excepcionalmente aguda, com uma qualidade fina e tom jovem. Porque elas realmente não valorizam o corpo físico ou vivem nele, as pessoas que atuam neste Padrão de Sobrevivência frequentemente negligenciam seus corpos. Elas não percebem que estão com fome, sede ou cansaço e frequentemente sofrem acidentes que ferem seus corpos.

Psicologia

A principal questão das pessoas que operam neste Padrão é o terror existencial, ou seja, um terror de que aqui não é seguro para existirem fisicamente. Porque sentiram-se atacadas ao entrar no mundo físico, elas duvidam que tenham o direito de existir aqui. Elas permanecem presas no lugar onde a transição entre deixar o mundo espiritual a viver em um corpo humano acontece, e permanecem congeladas devido ao choque e terror experimentado no início de sua vida humana.

Isso as deixa num estado de desenvolvimento muito jovem, com um ego fraco e uma estrutura de limites energéticos fracos, continuamente vulneráveis a penetração de energias alheias e opressão. A fragmentação do eu é uma ameaça presente. No mínimo, a experiência de fragmentação é perturbadora e desorientadora. Pior ainda, é assustador. Esta vulnerabilidade é responsável por grande parte do medo de que estas as pessoas sentem e tentam qualquer custo evitar situações potencialmente avassaladoras. Frequentemente, se veem como ‘uma folha levada pelo vento.’ Este auto imagem diz muito de sua experiência interior. Uma folha sendo soprada pelo o vento não está ancorada no mundo físico. Ela não pode se mover, mas é frequentemente movida por forças externas. E não tem poder em mudar sua situação ou até mesmo pedir ajuda.

Crenças

As crenças de pessoas com Padrões de Fuga refletem seu medo de que o mundo físico é inseguro e isento de amor.
Algumas de suas crenças típicas são:

‘Eu não sou meu corpo; Eu sou minha mente.’
‘Eu não existo fisicamente.’
‘Minhas ações não importam.’
‘Ninguém se importa.’
‘Estou sozinha.’
‘Não estou segura aqui.’
‘O mundo físico é frio e sem amor.’
‘O corpo físico e o mundo físico não são meus e não são importantes.’

Em contraste, suas crenças sobre o mundo espiritual são positivas. Elas veem como o lugar de segurança, conexão e presença amorosa.

MedosDesmoronar e enlouquecer
Normalmente, o maior medo dessas pessoas é que elas vão desmoronar e enlouquecer. Esse medo é um reconhecimento de que elas de fato, se desmontam sob pressão e que a experiência interior de ser destruída leva a loucura. Quando seu eu é quebrado em fragmentos, elas perdem muito de sua capacidade de pensar e funcionar. Não conseguem se orientar no espaço e tempo, e tornam-se incapazes de organizar seus pensamentos o suficiente para falar coerentemente ou mesmo compreender a linguagem. Se elas não conseguem encontrar um ponto de referência em torno do qual se reintegram, podem serem deixadas flutuando desamparadamente em um vazio frio e escuro. Literalmente, não há ‘ninguém lá,’ nem mesmo elas próprias. Apenas um ponto de consciência suspenso na escuridão fria, totalmente indefeso. Eventualmente sua psique é capaz de se recompor, mas isso pode levar horas ou mesmo dias. É por isso que elas são tão vigilantes em seus esforços para evitar situações que possam despedaçar as mesmas.

Medo de Ser uma Pessoa Individual no Mundo Físico
As pessoas que atuam no Padrão de Fuga também têm medo do mundo físico em geral e de existir como uma pessoa física nele. Para elas, ser um corpo físico significa ser vulnerável a lesões físicas e emocionais, uma vulnerabilidade que não enfrentam no mundo espiritual. Ser incapaz de se proteger no mundo físico as faz querer evitá-lo, fugindo para reinos espirituais mais elevados, onde podem mudar para um estado de consciência amorosa e una. Esta sensação mais segura, não lhes dá a prática de se sentirem unicos, ou uma entidade individuada, que é uma das etapas essenciais no desenvolvimento do ego e em navegar o mundo físico.

Qual é o efeito sobre elas de viver com tanto medo? Quando o início da vida de uma pessoa é vivido em um estado de medo crônico, seu sistema nervoso se aclimata ao medo e começa a tratá-lo como o estado normal das coisas. A mente está em constante estado de vigilância e a excitação do sistema nervoso torna-se familiar, até mesmo um estado interior reconfortante. Ela passa a acreditar que a hiper vigilância e sentimentos de medo são o que a mantenha segura. No extremo, essa crença torna-se paranóia. Em uma situação de cura, onde ela está realmente segura e seu corpo começa a relaxar, inicialmente sente-se ainda mais desconfortável porque não é capaz de encontrar os antigos sentimentos familiares de medo em seu corpo.

Do Livro: The 5 Personality Patterns – Your Guide to Understanding Yourself and Others and Developing Emotional Maturity – By Steven Kessler