April 30, 2021

Fatores que influenciam na criação dos Padrões de Sobrevivência

By YvY

Existem muitos caminhos que levam uma criança a adotar um Padrão de Sobrevivência particular. Conforme ela interage com o ambiente, ela encontra seu próprio caminho. Aqui temos um apanhado geral sobre quais ambientes criam/influenciam tais Padrões de Sobrevivência porém não podemos explicar caso por caso. Na última seção, falamos sobre como ficamos presos em um determinado estágio de desenvolvimento e criamos um Padrão particular de sobrevivência no corpo. Embora isso seja verdade, não é toda a verdade.

Muitos pais relatam que seus filhos ‘nasceram assim,’ o que significa que eles estavam exibindo os talentos necessários para um Padrão particular desde cedo, provavelmente bem antes de adotá-lo como estratégia de sobrevivência. Circunstâncias extremas criam Padrões em um criança bem antes da idade normal, ou em alguns casos, um Padrão de Sobrevivência pode ser criado mais tarde, em resposta a alguma situação de vida muito difícil. Existem claramente outros fatores em ação aqui. Alguns desses fatores parecem inatos, enquanto outros são ambientais.


Existem quatro fatores que influenciam quais Padrões de Sobrevivência são condicionados ao corpo de uma criança.

1. Uma criança pode ficar presa em um determinado estágio de desenvolvimento, conforme detalhado acima.
2. Uma criança pode modelar o Padrão, ou seja, seu corpo o copia de alguém próximo pois ela os veem usando e apenas repete. (importante: ela percebe que funciona e repete)
3. A criança pode ter uma tendência inata em fazer com que a energia se mova através de seu corpo em uma determinada direção ou maneira, o que as predispõe a um Padrão de Sobrevivência particular.
4. A criança pode precisar de um Padrão de Sobrevivência específico para realizar seu propósito de vida.

Alguns desses fatores existem no mundo físico, enquanto outros existem nos mundos energéticos ou espirituais, suas próprias crenças sobre a realidade naturalmente influenciará como você vê a situação e qual desses fatores você vê como confiáveis. Se você começa com uma crença no materialismo físico, ou seja, a visão de mundo que reconhece apenas o mundo físico e não reconhece a existência de nada além dele, é provável que você considere mais os fatores ambientais, como ficar preso em um determinado estágio de desenvolvimento ou copiar um Padrão de Sobrevivência de outra pessoa. Se você também reconhece a existência de um mundo de energia, ou pelo menos acredita que há uma energia vital que flui através do corpo humano e o anima, você estará mais aberta à possibilidade de que uma criança nasce com uma tendência para que sua a energia vital flua de uma maneira particular, de forma a reforçar o desenvolvimento de um Padrão de Sobrevivência particular e desencorajar o desenvolvimento de outros.

Existem cinco jeitos de distorcer o livre fluxo da energia vital através do corpo:
1. O fluxo tende a fluir para longe dos outros. Isso predispõe a pessoa a desenvolver o Padrão de Fuga.
2. Tende a fluir para outras pessoas. Isso predispõe a pessoa desenvolver o Padrão de Fusão.
3. Tende a fluir para dentro e rebaixar-se. Isso predispõe a pessoa desenvolver o Padrão Duradouro ou Resistente.
4. Tende a fluir para cima e para fora. Isso predispõe a pessoa desenvolver o Padrão Agressivo.
5. O fluxo pode ser restrito. Isso predispõe a pessoa a desenvolver o Padrão Rígido.

Por fim, temos a possibilidade de que existe um mundo espiritual subjacente que cria os mundos físico e energético, e que cada pessoa nasce com um propósito de vida. Esta visão sustenta que desenvolvemos os Padrões de Sobrevivência que precisamos para cumprir nosso propósito de vida. Aqueles que acreditam na reencarnação dizem que todo o propósito de nascer como humano é aprender, e aprendemos por meio da experiência pessoal. Se nós podemos aprender por meio de experiências agradáveis, isso é ótimo, mas geralmente um pouco de dor e o sofrimento é necessário para que prestemos atenção o suficiente para poder passar para a próxima lição. Como diz o provérbio chinês, ‘Um professor é um problema do qual você não pode fugir.’ Se pudermos fugir, geralmente o fazemos. Mas se não podemos fugir, temos que enfrentar o problema e resolvê-lo. E é aí que aprendemos algo novo. Essa forma de pensar diz que a terra é uma espécie de escola: nosso espírito nasce no corpo físico repetidamente, e gradualmente acumula sabedoria por meio de experiência pessoal. De acordo com essa visão, definimos o ambiente de cada vida de antemão para nos auxiliar no aprendizado das lições que escolhemos. Cada vida tem um propósito (uma lição importante que estamos tentando aprender por meio de nossas experiências), e cada vida tem problemas projetados para que possamos aprender determinada lição. Nós então escolhemos nascer em um determinado corpo, em um determinado tempo e lugar, com determinados pais e irmãos, porque essas circunstâncias criarão os problemas que nos levarão a resolver e aprender as lições desta vida. Nesta perspectiva, o adoção de um determinado Padrão de Sobrevivência não é apenas o resultado de ficar preso no estágio associado ao desenvolvimento, é também um método de aperfeiçoar um determinado conjunto de habilidades ou dons – habilidades que precisaremos para cumprir nosso propósito de vida. Pessoalmente, não tenho uma visão expansiva o suficiente da realidade para saber com certeza se esta forma de pensar está correta, mas tenho observado várias coisas. Primeiro, é a explicação mais elegante que encontrei para o porquê de haver tanto sofrimento no mundo. Dizem que o sofrimento existe porque ele é necessário para focar nossa atenção no que estamos tentando aprender. No entanto, se desenvolvermos habilidades e prestarmos atenção podemos aprender sem sofrer. Ao observar o mundo, percebo que isso pode ser verdade. Em segundo lugar, esta maneira de pensar reformula os problemas da vida de ‘Algo deu errado’ ou ‘Algum mal está tentando me atingir’ para ‘O que estou tentando aprender?’Observei que adotar essa visão tende a diminuir o sofrimento consideravelmente. A vida, então, não é mais uma luta entre o bem e o mal, mas um movimento da ignorância para a sabedoria. O sofrimento é apenas um mecanismo para o aprendizado. E assim se formos capazes, podemos abandonar o sofrimento e começar a aprender através do amor e da alegria.