April 30, 2021

Curando o Padrão Agressivo

By YvY

A necessidade de desenvolvimento de pessoas com Padrão Agressivo é sentirem-se seguras, serem mantidas, contidas e protegidas por algo maior que elas – algo bom e gentil, mas também mais forte e mais capaz do que elas. Dentro desta segurança, elas precisam ter todas as suas partes aceitas, valorizadas e refletidas de volta, especialmente às partes pequenas, fracas e necessitadas. Isso é o que vai restaurar sua confiança nos outros. Sentir-se segura e protegida desta forma permitirá que elas concluam as tarefas de desenvolvimento do estágio de reaproximação, discutidas anteriormente. Elas precisam curar a divisão amor-poder em suas psiques, reapropriando-se e valorizando seu amor, seu coração e a conexão com os outros e, em seguida, integrando o amor e o poder dentro de si. Elas precisam ser capazes de sentir  força e necessidade ao mesmo tempo. Em termos psicológicos, essa integração precisa acontecer em dois diferentes reinos. No reino das medidas, elas precisam integrar sua grandeza com sua pequenez, isto é, sua força com sua vulnerabilidade e necessidades. No reino da conexão, elas precisam integrar sua unidade com sua separação, sua unidade com sua individualidade.

Sentindo-se Defendida e Protegida

A fim de concluir esse processo, elas precisarão ter várias experiências profundas de cura. Primeiro, elas precisam se sentir defendidas por outra pessoa. Esta tem sido uma experiência corporal e sensorial de estar protegido. Lembre-se de que sua ferida central era que elas não foram protegidas durante um período de vulnerabilidade, e portanto, tiveram que sobreviver por conta própria por meio de um ato de pura força de vontade. Um psicodrama de cura pode ser estabelecido onde alguém está ameaçando a pessoa com Padrão Agressivo e outra pessoa a protege. Tanto a ameaça quanto a proteção tem que parecer real para a pessoa, então você tem que encontrar uma área em que ela realmente é vulnerável, e uma forma de protegê-la que pareça real para ela. Se ela estiver disposta a aceitar a proteção, seu corpo começará religando-se, gradualmente relaxando na segurança desta proteção. No entanto, isto não vai acontecer de uma vez, mas aos poucos.

Prática: Respire naturalmente e sinta-se protegida por algo maior, relaxe um pouco, sinta um pouco de sua própria necessidade, certifique-se novamente que seu guia/protetor está presente, decida se está tudo bem e relaxe um pouco mais. Este ciclo pode continuar por horas enquanto seu corpo digere a nova experiência de ser protegida e experimenta com realmente confiar nesta proteção.

Sentindo-se Contida

Em segundo lugar, as pessoas de Padrão Agressivo precisam se sentir energeticamente contidas por alguém ou algo que é maior e mais forte do que elas, mas também gentil e cuidadoso. Estar amorosamente contido mostra a elas que elas não são um monstro na sociedade. Também ensina seu corpo como conter sua própria energia e emoções. Dando a essas pessoas um modelo de poder integrado ao amor, mostrando a elas que não precisam ter medo do próprio poder e que este poder pode ser integrado com o amor. A experiência de estar energeticamente consciente também ensina a pessoa que há limites para o que elas podem fazer e o que é permitido. Ela  é clara, pode até mesmo ter um acesso de raiva, mas se sentir-se segura e não for atacada de volta, ela começará a relaxar e se acalmar. Seu corpo vai finalmente se sentir ancorado por algo maior, mas amoroso, e com isso vai sentir-se mais segura. Ao assegurar-se, não retaliar, o corpo ganha mais confiança. Então aprenderá que há limites e consequências para suas ações. Este é um ponto crucial que ela perdeu quando criança. Uma pessoa que adotou esse Padrão de Sobrevivência precisa aprender que pode ser tudo o que é, sem ter que ser tudo o que existe. Ela precisa aprender que é melhor cooperar com o mundo do que tentar governá-lo.

Recuperando Vulnerabilidades e Necessidades

À medida que uma pessoa de Padrão Agressivo começa a se sentir protegida e contida, ela também será capaz de começar a se render gradualmente para sentir o seu próprio vulnerabilidade e necessidades, pedindo o que ela precisa e recebendo de outras pessoas. Este processo pode acontecer lentamente durante um longo período de tempo, como às vezes acontece na terapia, ou pode acontecer rapidamente em resposta a uma crise ou risco de vida, como um ataque cardíaco, um diagnóstico de câncer ou uma cirurgia. Quer aconteça lenta ou rapidamente, vários ingredientes-chave devem estar presentes para que a experiência suavize, em vez de reforçar, seu Padrão de Sobrevivência. Primeiro, ela deve perceber que isso é algo que ela não pode fazer e que precisa dessa ajuda para sobreviver, já que ela vai se render apenas para sobreviver. A sua rendição é estratégica, não é um colapso. Tenha em mente que algumas pessoas que atuam nesse Padrão de Sobrevivência escolherão não se render e não sobreviver. Isso é simplesmente escolha delas.

Em segundo lugar, alguma ajuda forte e capaz deve chegar para fornecer o que ela precisa. Como sempre, ela não apenas aceitará a ajuda; ela vai testar esta ajuda. Se os ajudantes passarem pelo teste, ela vai relaxar e receber um pouco da ajuda que precisa.

Então aquele mesmo processo cíclico começará: conforme ela absorve um pouco do que precisa, começará sentir sua necessidade mais vivamente, ficando alarmada, e testado novamente os ajudantes. Se os ajudantes passarem no teste novamente, ela relaxará e absorverá um pouco mais, e o ciclo começará novamente. Se você está cuidando de alguém que segue o Padrão Agressivo e ela  testa e desafia de você continuamente, isso não significa que você está falhando. Isso significa que você está tendo sucesso. Ela está desafiando você porque, cada vez que ela toca suas verdadeiras necessidades, fica apavorada e tem que se reassegurar da competência de seu ajudante. Cada vez que você passa no teste, ela confia um pouco mais em você. Se você não estivesse passando no teste, ela simplesmente o dispensaria e tentaria fazer tudo sozinha.

Para que esta experiência a leve a confiar mais nos outros, ela deve perceber que não foi sua competência que ajudou-a a superar a crise mas algo fora de. Gradualmente, ela aprenderá que há algo além em si mesma em que pode confiar, algo em que pode depender para protegê-la e mantê-la segura. Para curar sua ferida, então, as pessoas de Padrão Agressivo precisam se sentir contidas, protegidas e seguras o suficiente para suavizar seu estado original ferindo. Elas precisam tocar seu terror ou medo congelado,  derretendo-o, e deixando este medo ou terror passar. Eventualmente, elas precisam readquirir todos os seus sentimentos e vulnerabilidades. Uma vez que elas originalmente renegaram sua criança interior para sobreviver, seu retorno ao processo de propriedade incluirá admitir que  realmente têm uma criança interior, e que as necessidades desta criança são válidas e importantes. Então, elas precisarão tomar responsabilidade de gerenciar sua criança interior e fazer com que suas necessidades sejam atendidas. Isto inclui aprender a pedir o que precisam, em vez de exigir, e aprender a tolerar a frustração e a decepção de não conseguir o que querem à sua maneira o tempo todo. Gradualmente, elas precisarão reintegrar a criança interior com seu eu adulto.

Ao fazer isso, elas terão que desistir da imagem idealizada de si mesmas como superiores e super competentes, e voltar a se ver como um ser humano comum. Isso incluirá aprender a rastrear suas próprias fraquezas e necessidades, ao invés de apenas seus pontos fortes. Seu hábito padronizado é ver apenas sua força e poder. Para equilibrar isso, terão que praticar uma mudança intencional e dar atenção às suas fraquezas e necessidades. Isso inclui sentir os limites do corpo e honrá-los. Medir o que não são capazes de fazer, ao invés de apenas o que são capazes. Significa contar com outros quando necessitam de algo, em vez de contar somente com suas capacidades. Em suma, significa focar no autocuidado em vez de sobreviver, e confiar que os outros se preocupam com elas e as ajudarão.