April 30, 2021

As Diferenças entre Padrões de Fusão, Fusão Compensada e Agressivo

By YvY

Cada um dos cinco Padrões de Sobrevivência estão associados a um tipo particular de ferida que ocorreu durante o estágio de desenvolvimento. No entanto, essas feridas não definem o Padrão. Em vez disso, cada Padrão é definido pela estratégia que usa para lidar com seus ferimentos. Ambos os Padrões de Fusão e Agressivo foram feridos enquanto precisavam da ajuda de outras pessoas. Aqueles que adotaram o Padrão de Fusão receberam pouco do que necessitavam, mas não o suficiente, e eles ainda estão procurando o resto. Agora eles temem a privação. Aqueles que adotaram o Padrão Agressivo desistiram de esperar pela ajuda de outros, voltaram-se para dentro, para sua própria força de vontade, atravessaram a crise sozinhos. Agora eles temem depender de outra pessoa. Os dois grupos tinham diferentes talentos e habilidades disponíveis na época de seus ferimentos, o que os levou a adotar diferentes estratégias de sobrevivência e acabaram em lados diferentes na divisão amor/poder. Vamos colocar a formação do Padrões em ordem por idade para ver como a progressão se desdobra. Você notará que à medida que as crianças ficam mais velhas encontram mais habilidades de desenvolvimento disponíveis para resolver seu problema.

Padrão de Fusão: uma vez que sua força e vontade ainda não estão conectadas no momento que foram feridas, essas pessoas são incapazes de usá-las para resolver seus problemas por elas mesmas. Tudo o que elas fazem é se identificar com sua experiência atual de necessidade e vulnerabilidade. Seu medo central é a privação. Seu desenvolvimento fica travado aqui, a criança necessitada, fica olhando para o pai para resolver seu problema. Quando a divisão amor/poder acontece, elas se identificam com o amor e negam o poder, portanto, elas nunca desenvolvem poder, mesmo depois que a vontade e a força entram em ação. Elas também nunca desenvolvem a noção do seu próprio núcleo, então elas não são capazes de usá-lo para auto referência.

Padrão de Fusão Compensada: quando a vontade e a força estiverem conectadas, uma pessoa com Padrão de Fusão é capaz de criar um núcleo falso de potência. Sem um núcleo real, no entanto, elas não podem desenvolver poder real. Em vez disso, elas se identificam com esta imagem de poder e assumem o papel do bom pai, ou boa mãe, aquele que atende às necessidades da criança. Seu medo central ainda é de privação, mas agora foi projetada nos outros. As necessidades são aceitas, mas são experimentadas nos outros, não em si mesmas. Uma vez que elas não têm uma percepção sensível de seu próprio núcleo, não podem discernir com precisão seus próprios desejos e recursos. Logo, elas sobrecarregam seus recursos e, eventualmente, colapsam. Quando entram em colapso, seu núcleo falso se dissolve, e elas perdem sua capacidade de auto referência. Elas se identificam com o lado amoroso da divisão amor/poder, vendo a si mesmas como uma boa pessoa e que está apenas tentando ajudar. Mesmo que o amor delas seja usado para manipulá-las e traí-las, elas continuam a acreditar que o amor vai resolver tudo.

Padrão Agressivo: uma vez que tinham idade suficiente na época em que foram feridas e já tinham um núcleo definido, e sua força e vontade estavam conectadas, elas puderam usar essas capacidades para estarem lá para si mesmas quando ninguém mais estava. No entanto, elas tiveram que renegar suas próprias necessidades e dependências. Precisar dos outros era o que as tornava vulneráveis, então precisar dos outros tornou-se desprezível a seus olhos. Seu medo central não é ser privada, mas depender dos outros. As pessoas que seguem esse Padrão de Sobrevivência rejeitaram o lado amoroso e abraçaram o lado do poder. No entanto, elas veem a fraqueza e a necessidade dos outros como ameaças à sua sobrevivência. Então apenas ter poder não é suficiente; para se sentir seguras elas têm que se sentir mais poderosas do que os outros e dominá-las.

Às vezes, os Padrões de Fusão, Fusão Compensada e Padrões Agressivos e são difíceis de separar, especialmente quando a pessoa do Padrão Fusão Compensada está usando uma compensação de forma agressiva. A chave para diferenciar os Padrões é esta: a pessoa tem um núcleo desenvolvido? Quando sobrecarregada, ela desabou ou rebateu? Quando atacada, ele recua ou contra-ataca? Ela atua no padrão de amor ou poder? Sob estresse, uma pessoa no Padrão de Fusão Compensada perde seu núcleo falso, retorna ao Padrão de Fusão Puro e entra em colapso. Em contraste, uma pessoa no Padrão Agressivo vai ao seu âmago, aumenta sua energia e ataca o problema. Pessoas com Padrões Agressivos até usam o estresse para mudar seu núcleo. Elas procuraram o estresse porque assim seu núcleo parece real e vivo. Esta é uma das razões pelas quais algumas pessoas se envolvem em esportes radicais ou perigosos.

A Habilidade de Medir

A fim de navegar habilmente pela vida, cada um de nós desenvolve habilidades de medida, bem como habilidades de referência. Referenciar é sobre onde você coloca sua atenção. Medir é perceber com precisão o que você encontra lá. Para se medir com precisão, você deve ser capaz de realmente perceber/sentir você mesmo. Para medir os outros com precisão, você deve ser capaz de realmente senti-los ou percebê-los.

  • Medindo-se

Quando uma está se perguntando se pode pular uma poça, ela tem que fazer referência a si mesma (sua capacidade) e medir o quão longe pode pular. Então ela tem que com precisão comparar a distância que pode pular com a largura da poça. Se ela superestimar sua habilidade, vai pousar na água. Se fizer referência/comparar-se a outras pessoas em vez dela mesma, pode pensar que pode pular só porque os outros podem. De novo, ela vai aterrar na água. Para obter informações precisas, ela deve ser capaz de usar a si mesma como referência e auto avaliação.

  • Medindo outros

Sempre que você está lidando com outras pessoas, você precisa ser capaz de medi-las. Ao comunicar-se, você precisa medir o que dizer e quando dizer. Ao ouvir, você precisa medir o quão ouvindo e a maneira que ouve. Ao ensinar, você precisa medir o quão bem seus alunos estão entendendo e o que você está apresentando. Pais, professores e treinadores precisam especializar-se em medir os outros, porque eles estão constantemente enfrentando a pergunta “Qual a medida certa para esta criança neste momento?” Se errarem, a criança pode se machucar.

Distorções Padronizadas ao Medir

Padrão de Fusão: uma vez que as pessoas do Padrão de Fusão evitam perceber/sentir seu próprio núcleo, elas não podem se auto medir com precisão. E quando elas tentam comparar suas próprias capacidades ao tamanho de uma tarefa, sua auto imagem.

Agora, vamos dar uma olhada nos hábitos de referência desses três Padrões. Pessoas no o Padrão de Fusão Puro normalmente referem-se aos outros. Elas têm muito pouca capacidade de usar a si mesma como referência, porque elas nunca desenvolveram seu padronizada distorce o que elas percebem. Quando estão no lado da Fusão Pura do Padrão, elas veem a si próprias como sendo pequenas e necessitadas, e acreditam que têm muito pouco capacidade. A crença delas é “Eu não consigo fazer isso.” Então, muitas vezes elas não veem seus pontos fortes e, em seguida, subestimam suas habilidades reais.

Padrão de Fusão Compensada: quando elas estão no lado Compensado do Padrão, sua auto medição tende a ser inclinada na direção oposta. Elas ainda não têm um sentido de seu próprio núcleo para medir, mas agora veem elas próprias como sendo grandes e capazes, então elas superestimam suas habilidades. Isto as leva a se excederem periodicamente e se meterem em congestionamentos, a partir do qual eles devem ser resgatadas. Muitas vezes, é uma pessoa de Padrão Agressivo que faz o resgate. Enquanto no Padrão de Fusão, essas pessoas são muito hábeis usar os outros como referência, mas essa habilidade pode ou não se estender para medir outros com precisão, dependendo de que tipo de capacidade elas estão medindo e se seus motivos que estão distorcendo suas percepções.

Padrão Agressivo: Pessoas no Padrão Agressivo são capazes de se auto referenciar e medem-se com precisão, mas costumam ignorar qualquer coisa oposta à sua auto idealização. Ao considerar uma tarefa, elas geralmente medem apenas se vão sobreviver. Isso as leva a ver apenas seus pontos fortes, enquanto ignoram suas fraquezas e necessidades. Pessoas que seguem este Padrão de Sobrevivência pensam que podem fazer qualquer coisa, então substituem seus próprios sinais corporais de angústia com uma atitude de “não importa, é apenas uma ferida superficial. ” No entanto, geralmente não colocam em risco sua própria sobrevivência. Só se uma ferida for realmente fatal, então vai prestar atenção nela.

Ao medir os outros, elas estão novamente considerando apenas se os outros podem ajudá-las a conseguir o que querem, então elas estão prestando atenção em coisas como, “Você está dizendo a verdade?” ou “Você tem a capacidade de fazer isso?” Enquanto isso, elas ignoram os sentimentos, necessidades, esperanças e desejos da outra pessoa. Em geral não fazem referência ou medem outras pessoas, e são muitas vezes sem noção do que está acontecendo com elas. Essas pessoas sempre têm uma agenda, o que limita e distorce sua percepção. Sua agenda ou intenção constante é: “Eu sou maior/melhor do que você”, sua agenda ou planos está sempre em primeiro plano e é o que elas estão tentando realizar no momento. Ambas as agendas distorcem sua percepção e distorcem seu processo de peso e medida.

Elas também deixam de usar como referência a toda a situação diante delas. Elas fazem referência apenas aos recursos que possuem para realizar a tarefa, mas não conseguem fazer perceber a ajuda que está disponível de outras pessoas. Esta referência seletiva recria sua experiência esperada de “ninguém me ajuda” e confirma sua crença de que “tenho que fazer tudo sozinha.” Este é um exemplo de como uma crença filtra a percepção e molda a experiência de modo que ela confirme a crença em questão. O costume de ignorar e maltratar o corpo é facilitado por um erro em seu processo de medição, no qual elas confundem seu corpo com sua vontade. Quando uma pessoa no Padrão Agressivo realmente mede seu corpo, elas se sentem vulneráveis, o que elas odeiam. Isso acaba com sua ilusão de invencibilidade. Então evitam medir seu corpo e passam a medir sua vontade. Enquanto seu corpo é limitado, sua vontade é imensa, então, em vez de medir a capacidade de realizar a tarefa, medem a sua vontade de fazer. Por causa desse erro na medição, elas tendem a forçar as coisas muito rápido. Elas costumam forçar sua sobrevivência até o limite. Quando completamente encaixadas, elas podem até escolher a morte em vez de sentir/perceber seu corpo e suas necessidades.

Pessoas de Padrão Agressivo também costumam negligenciar as medidas, limitações e capacidades dos outros. Eles pensam consigo mesmos: “Se eu posso fazer isso, você também pode fazer”, o que as leva a fazer demandas irracionais aos outros, como“ É apenas um tornozelo quebrado! Se liga! ” Ser tratado dessa maneira geralmente oprime os outros e os faz com que evitem pessoas do Padrão Agressivo.

O valor da Referência e Medição

A lista de problemas acima demonstra quão importante é usar de referência e medir para poder cuidar bem de si mesmo e navegar com habilidade pela vida. A fim de obter informações precisas, você deve ser capaz de fazer referência ao que está medindo. Se você está medindo a si mesmo, deve ser capaz de referenciar seu próprio núcleo para obter uma leitura precisa. Se você está medindo os outros, deve ser capaz de realmente senti-los. Além disso, você deve ser capaz de deixar de lado qualquer agenda/motivo que tenha e colocar sua atenção em perceber o que realmente está ali, não em forçar os outros a fazer o que quer. Aqui é onde as pessoas com Padrões Agressivos se perdem. Elas costumam distorcer o processo de medição e forçam a barra, impondo seu querer.

Pensamentos Padronizados

A tagarelice mental de alguém que atua no Padrão Agressivo é “Eu posso e eu faço”. Essas pessoas vêem sua vontade pessoal como a fonte de sua habilidade, ainda mais do que sua força. Elas celebram o triunfo de sua vontade pessoal com pensamentos como: “É tudo uma questão de vontade” e “Tem que ser difícil para ser bom.” Outros pensamentos habituais são aqueles relacionados a levar vantagem sobre os outros, como “Eu sou superior” e “Você é estúpido, fraco, errado, etc.”, junto com aqueles relacionado a não confiar nos outros, como, “Eu sabia que não podia confiar ou contar com você”. Você deve se lembrar que cada um dos Padrões de Sobrevivência tem uma sequência de pensamentos característicos que surgem ao ver que outra pessoa tem algo que elas querem. Por exemplo, no Padrão de Fuga, a sequência é algo tipo “Você tem. Eu quero. Agora vou imaginar que o tenho.” Para o Padrão de Fusão, é mais como “Você tem. Eu quero isso. Vou pedir que você me dê. ” Para o Padrão Resistente, é na maioria das vezes “Você tem. Eu quero. Falhei. ” Aqui para o Padrão Agressivo, a sequência é “Você tem. Eu quero. Eu vou pegar.” Não se importando em como alguém se sente sobre isso – apenas uma intenção forte e direta para obter o que se quer. Para pessoas com Padrões Agressivos, o desejo leva diretamente à ação.

Comportamentos Padronizados

Pessoas que seguem o Padrão Agressivo tendem a fazer as coisas de formas grandiosas, até mesmo sem querer. Elas naturalmente têm um grande fluxo de energia e tendem a ser exuberantes. Vivem se ostentando.

Carga Alta e Ação Rápida

Os corpos de pessoas de Padrão Agressivo estão habituados a uma carga alta de energia em ação. Elas produzem esta carga e, em seguida, querem descarregar imediatamente usando-a para fazer algo. Então, elas querem produzir esta carga novamente. Elas querem ação e mais ação, não sentimento ou contemplação.

Pessoas de Padrão Agressivo acham difícil apenas manter uma carga de energia muito alta no corpo, pacientemente deixando amadurecer tornando-se conhecimento maduro, e só então agir a partir desta maturidade. Exercitar este tipo de paciência requer uma base sólida e um recipiente forte o suficiente para segurar a carga enquanto amadurece, e enquanto as pessoas que seguem esse Padrão de Sobrevivência têm um recipiente forte, geralmente carecem do aterramento necessário. Elas temem a baixa carga de energia baixa e entendem isso como uma espécie de fraqueza, então elas não podem deixar seu corpo descansar respeitando o ciclo de carga/descarga, neste estado de descarga é onde elas naturalmente sentiram suas necessidades e receberam o que precisa. Isso significa que elas não podem deixar seu corpo se mover através do ciclo completo de necessidade, preenchimento, plenitude, ação, descarga e descanso. Em vez disso, elas tentam permanecer perpetuamente na parte do ciclo carregadas de energia. Como observamos anteriormente, seu Padrão de retenção é segurar, prender/conter.